Gestão de Pessoas

Geração Y no mercado de trabalho: como atrair esses talentos?

Escrito por Macro Plataforma

O espaço da geração Y no mercado de trabalho tem crescido muito, e naturalmente vai se consolidar à medida que mais integrantes dela alcançam postos de chefia e fazem crescer suas próprias empresas.

Neste texto, você vai entender quem faz parte da geração Y, suas principais características, e como atrair e reter os talentos da geração que já começa a dominar o mercado. Confira!

Quem faz parte da geração Y?

Não existe consenso sobre o corte demográfico preciso da geração Y, mas, em geral, ela é definida como os nascidos entre o começo dos anos 80 e meados dos anos 90. Eles são também batizados de millennials por serem aqueles que concluíram o Ensino Médio por volta da virada do milênio.

A revista americana Newsweek cunhou o termo equivalente “geração 11 de setembro” para se referir àqueles que tinham de 10 a 20 anos na época do ataque terrorista, ou seja, os nascidos entre 1981 e 1991. O termo “geração Y” é decorrência de serem sucessores da geração X, que são os nascidos entre o começo dos anos 60 e o começo dos anos 80.

São integrantes famosos da geração Y: Adele, Beyoncé, Bruna Marquezine, Daisy Ridley, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Jennifer Lawrence, Justin Bieber, Kim Jong-un, Lady Gaga, Lana Del Rey, Mark Zuckerberg, os Príncipes William e Harry, Neymar, Rihanna e Usain Bolt.

Quais as principais particularidades da geração Y?

Características do mundo e do modo como foram criados imprimem certas marcas nos integrantes da geração Y. São pessoas que aprenderam a usar a internet ainda na adolescência, ou antes, e conviveram com famílias pequenas, sendo filhos únicos ou tendo poucos irmãos.

Além disso, passaram boa parte da infância vendo televisão ou jogando videogame, têm vontade de participar de grandes causas ou movimentos e sentem-se merecedores de recompensas e resultados rápidos. Conheça, abaixo, outros traços dessa geração.

Liberais

Integrantes da geração Y tendem a ser mais socialmente liberais que seus pais. É maior entre eles o apoio à legalização da maconha e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Engajados

A geração Y é politicamente ativa e busca participar de causas como feminismo, paradas do orgulho LGBT e protestos. Esse engajamento político é, muitas vezes, feito fora de instituições tradicionais, como parlamento ou eleições.

Narcisistas

Millennials dão importância à própria marca pessoal e se preocupam com a imagem que exibem em redes sociais. Gostam de chamar a atenção, publicar opiniões polêmicas e atrair comentários, fãs e curtidas.

Multitarefa

Os membros da geração Y enjoam com mais facilidade de fazer a mesma coisa durante muito tempo e preferem trocar de tarefas e evitar rotinas. Também podem ficar pouco tempo em cada emprego e pedirem demissão quando não estão satisfeitos. A realização pessoal vem antes da estabilidade na carreira.

Imediatistas

Millennials estão acostumados ao feedback dos videogames: cada acerto ou erro é sucedido por um sinal imediato. Querem saber o quanto antes se estão fazendo algo da forma certa e enxergar os resultados rapidamente.

Desapegados

Millennials dão menos importância a ter posses, especialmente carro e casa. Preferem se deslocar de transporte público ou usar aplicativos de carona. Evitam comprar a casa própria, preferindo pagar aluguel para não se comprometerem e poderem mudar de cidade a qualquer momento. Gastam mais dinheiro em experiências, como shows e viagens, em vez de objetos.

Sem filhos

Membros da geração Y têm filhos mais tarde do que seus pais os tiveram, e em maior proporção escolhem não ter filhos, para se concentrar na carreira ou outros objetivos da vida.

Sensíveis

Millennials têm maiores chances de apoiar restrições a discursos que considerem ofensivos, machistas etc.

Como a empresa pode atrair a geração Y no mercado de trabalho? 

Algumas práticas simples podem ser implementadas para atrair, recrutar e manter os melhores talentos da geração Y. Veja só!

Horários flexíveis

Os millennials dão grande importância ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Têm menos chances que seus pais de passar muitas horas por dia na empresa, pensando em prover para a família.

Implementar horários flexíveis é uma forma de permitir que esses profissionais possam, por exemplo, chegar mais tarde em um dia depois de uma balada, ou sair mais cedo para participarem de um trabalho voluntário. Outra dica é permitir o home office pelo menos alguns dias por semana.

Engajamento em causas sociais

Ao contrário dos pais, a geração Y não experimentou um grande conflito como a luta contra o comunismo (no caso dos Estados Unidos) ou a ditadura militar (caso do Brasil). Portanto, eles têm de correr atrás das próprias bandeiras.

Uma empresa que se engaje na preservação do meio ambiente ou sustentabilidade, ou que dê voz à diversidade de raça, gênero e orientação sexual, será mais atraente para esses jovens profissionais.

Avaliações de desempenho

A geração Y pede avaliações frequentes de desempenho, porque querem saber logo se estão fazendo certo e como melhorar. O Uber, por exemplo, fornece ao motorista uma nota de 1 a 5 estrelas após cada corrida  são dezenas de avaliações por dia.

Supervisores devem estar prontos para monitorar e avaliar o desempenho dos profissionais e se antecipar a essa demanda, destacando acertos e erros antes mesmo de o projeto ser concluído.

Recompensas por metas

Acostumados aos videogames, os membros da geração Y são fãs de metas e prazos. Uma boa forma de motivar esses funcionários e fazê-los trabalhar em equipe é anunciar objetivos ambiciosos e fornecer ferramentas e liberdade para alcançá-los. É o que alguns especialistas chamam de gamificação: transformar a conquista de metas da empresa em um jogo.

Atrair os melhores talentos da geração Y no mercado de trabalho é um diferencial competitivo para as empresas. Eles estão especialmente equipados para se adaptarem a novas tecnologias, propor soluções criativas e entender o mercado consumidor, liderado por pessoas que são como eles. Os melhores profissionais serão aqueles que aliam a capacidade de inovação arrojada a alguma experiência de quem já viveu, estudou e sabe do que está falando.

Se você achou este artigo útil, então aproveite para conhecer as 7 melhores práticas de retenção de talentos para aplicar em sua empresa. Boa leitura!

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